O Brasil Participativo, plataforma digital de participação social do Governo Federal, é o centro das atenções em um novo documentário produzido pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), em parceria com a produtora Abacaxi Ateliê Audiovisual e sob direção de Filipe Duque. A obra audiovisual integra uma série dedicada aos chamados comuns digitais, destacando experiências brasileiras que colocam a tecnologia a serviço da democracia.
O documentário tem como objetivo evidenciar como ferramentas digitais construídas de forma colaborativa podem fortalecer a governança democrática. Nesse contexto, o Brasil Participativo é apresentado como um exemplo emblemático de comum digital — uma infraestrutura tecnológica baseada em software livre, práticas abertas e gestão comunitária, que permite processos participativos transparentes, inclusivos e sustentáveis.
Parte das gravações se deu com a equipe do Laboratório de Competência em Software Livre (LabLivre), da Faculdade de Ciências e Tecnologia em Engenharia da UnB, campus Gama. Lá, professores e estudantes da universidade desenvolvem a plataforma, baseada no software livre Decidim. Carla Bezerra, à época Diretora de Participação Digital e Comunicação em Rede da Secretaria Nacional de Participação Social da Secretaria Geral da Presidência da República (SNPS/SG-PR), também foi entrevistada.
A produção destaca que o diferencial da plataforma está em sua construção coletiva, envolvendo comunidades locais e articulando-se com redes globais de participação digital. Essa abordagem garante que a ferramenta seja adaptável a diferentes realidades e públicos, promovendo a apropriação social e a legitimidade democrática dos processos que ela viabiliza.
As gravações em Brasília ocorreram em setembro. Ainda não há previsão para lançamento do documentário.
O Brasil Participativo é hospedado pela Dataprev, com apoio do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), por meio do ColaboraGov.
Fotos: Blas Roig.