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O risco de aumento de doenças respiratórias, causado por incêndios florestais, tem se intensificado devido ao aumento da frequência e severidade desses eventos. O aumento da temperatura e da frequência de secas tem criado condições climáticas para o aumento da quantidade de focos de calor. A exposição à fumaça proveniente das queimadas resulta em problemas respiratórios agudos, especialmente entre crianças e idosos, bem como aqueles que vivem em áreas suscetíveis a incêndios florestais. As mudanças nos ecossistemas também agravam a incidência de doenças transmitidas por vetores (Barcellos et al., 2009; Fernandes et al., 2021). Na medida em que se tornam mais frequentes e intensos, os impactos dos incêndios florestais aumentam a vulnerabilidade dos povos indígenas, com uma maior exposição aos patógenos e o acesso limitado aos serviços de saúde necessários. Em cenários de seca, o uso tradicional do fogo, caso descontrolado, pode também acirrar esse risco.