Já o risco de aumento de acidentes por animais peçonhentos e disseminação de doenças por outros tipos de animais (vetores biológicos) está associado ao calor excessivo e às chuvas intensas, que alteram o habitat desses animais, levando ao aumento de acidentes e contaminação (Martinez et al., 2018; Ford, 2012; Zacarias & Loyola, 2018). A degradação ambiental, por sua vez, provoca a perda de áreas naturais, expondo populações indígenas que habitam territórios cercados por desmatamento. A ausência de uma zona de amortecimento ao redor das Terras Indígenas agrava essa exposição, contribuindo para o desequilíbrio ecológico. Indígenas que vivem em áreas periurbanas também enfrentam riscos significativos, especialmente por residirem, muitas vezes, em condições habitacionais precárias e sem infraestrutura adequada. Além disso, o acesso limitado a antídotos e serviços médicos aumenta a vulnerabilidade dessas populações (Ford, 2012; Zacarias & Loyola, 2018; Needleman et al., 2018). Com o agravamento da mudança do clima, a tendência é de que esses riscos se intensifiquem, favorecendo a proliferação desses animais.
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