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Eventos climáticos como inundações, incêndios florestais, tempestades, deslizamentos de terra e secas prolongadas resultam no risco de perda de casas, espaços sagrados e mobilidade forçada para diversos povos (Gray et al., 2012; Wang et. al. 2021; Costa & Silva, 2021), incluindo indígenas. Essas populações, muitas vezes localizadas em regiões remotas compostas por extensas áreas com acesso restrito sendo necessário o uso de barcos, aviões e carros apropriados para se locomover internamente, veem suas habitações e infraestruturas tradicionais destruídas por esses desastres, o que agrava sua vulnerabilidade socioeconômica. A perda de espaços sagrados representa um impacto cultural profundo, enquanto a mobilidade forçada ou o isolamento geográfico prejudica o modo de vida e a conexão com a natureza. Com a intensificação desses eventos, há uma tendência de aumento da exposição a esses riscos (Debortoli et al., 2024), sobretudo em áreas de transição ecológica e sem infraestrutura de enfrentamento adequado.