A mudança do clima também representa um grave risco para a bioeconomia e a produção de artesanato, atividades que dependem da coleta da sociobiodiversidade, como fibras, sementes e plantas, incluindo aquelas para uso medicinal (Sambo, 2014; Schlenker & Lobell, 2010; Silva et al., 2019; Bellon et al., 2011). Secas prolongadas, inundações e incêndios florestais afetam a disponibilidade dessas matérias-primas, comprometendo a subsistência econômica de muitas comunidades indígenas. Além disso, o isolamento geográfico e a falta de diversificação nas atividades econômicas aumentam a dependência dessas práticas. Somado a isso, o risco de interrupção do acesso a serviços essenciais, como saúde e educação, causada pela destruição de pontes, bloqueio de estradas e outras infraestruturas de transporte, agrava ainda mais a situação. Essas barreiras limitam a mobilidade e isolam as comunidades (Nasr et al., 2019; Turyasingura et al., 2023), dificultando a resposta a emergências e a continuidade de suas atividades cotidianas, ampliando a vulnerabilidade socioeconômica e ambiental dessas populações.
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