Reitera-se que esses desastres recaem de forma desproporcional sobre as populações mais vulneráveis, incluindo mulheres, crianças, idosos e grupos de baixa renda, que possuem menos capacidade de adaptação e recuperação. A alocação de recursos para a RGRD deve, portanto, deve ser mais direcionada as para áreas onde as populações são mais vulnerabilizadas, corrigindo as desigualdades estruturais. Ademais, deve-se garantir a diversidade de gênero, garantindo que mulheres e grupos marginalizados tenham voz nos processos decisórios sobre medidas de mitigação e adaptação que impactam diretamente suas vidas e territórios. Uma realidade social, por exemplo, é a composição familiar por mulheres chefes de família, que enfrentam desafios adicionais devido à falta de moradia adequada e segura. É fundamental remover barreiras socioeconômicas e garantir o acesso a moradias seguras e programas de resiliência para essas populações e todas as mais vulnerabilizadas. Além disso, políticas distributivas devem ser implementadas para que o ônus dos desastres não recaia desproporcionalmente sobre essas comunidades já vulneráveis, enquanto os benefícios das medidas de mitigação e adaptação são distribuídos de forma equitativa. A implementação de políticas públicas precisa ser baseada na geração de dados com foco nessa população, através da coleta de dados desagregados, por gênero, classe e raça. Essa prática permitirá uma alocação mais justa e eficiente dos recursos, promovendo políticas climáticas que sejam sensíveis às desigualdades de gênero e às necessidades das populações mais afetadas.
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