Existem fatores de vulnerabilidade e exposição particulares a alguns desastres. Por exemplo, projeções indicam que as chuvas fortes e/ou prolongadas, que causam os movimentos de massa e deslizamentos, tendem a aumentar ainda mais no Sul e no Sudeste, principalmente na zona costeira, onde se concentra grande parte das capitais e da população do país. O incremento nas chuvas intensas também provoca inundações, enxurradas e alagamentos, fortemente associados à urbanização precária e desordenada. Na zona costeira, esses eventos podem ser potencializados pelas sobre-elevações do nível do mar, como as marés de tempestade. As áreas críticas a eventos de inundações e deslizamentos se concentram nas regiões Sudeste, Nordeste e Sul. A geração e disposição incorreta dos resíduos sólidos urbanos, em conjunto com a deficiência histórica nos sistemas de drenagem, também contribuem para o agravamento dos desastres, como as inundações e alagamentos (AdaptaBrasil, s.d.; BRASIL, 2021, 2023; Marengo et al., 2021). Em localidades com falta de chuvas e/ou agravamento da situação de secas, consequentemente pode haver redução da disponibilidade de água para consumo e saneamento o que, por sua vez, aumenta o risco de doenças diarreicas associadas ao consumo de água não potável. Adicionalmente, um maior risco de incêndios em decorrência de secas pode favorecer a propagação de doenças respiratórias, devido à fumaça e particulados presentes na atmosfera. Em locais com temperaturas acima da média, o calor excessivo pode provocar sobrecarga nos sistemas cardiovascular e renal do corpo humano. O calor também pode provocar desidratação, que, por sua vez, pode desencadear outras alterações fisiológicas. Em situações extremas, pode haver óbito de crianças, pessoas idosas e/ou com histórico de doenças renais e cardiológicas.
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